Fim da escala 6x1 pode virar dor de cabeça para o futebol brasileiro; entenda o motivo
Mudança na jornada de trabalho exigirá adaptações na rotina dos clubes
Foto: MATHEUS LIMA/VASCO
O futebol brasileiro poderá ter de mudar a rotina para se adaptar ao fim da escala 6x1. A alteração na jornada de trabalho, prevista na Emenda Constitucional nº 141/2026, deve exigir uma reorganização das atividades dos clubes, principalmente na distribuição dos treinos, nas viagens para jogos e nos períodos de concentração dos atletas.
Segundo especialistas, os jogadores deverão ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana. Nesse cenário, não basta deixar o atleta fora dos treinamentos: viagens e concentrações também não serão consideradas folgas quando houver obrigações profissionais. Os clubes terão, portanto, de rever o planejamento semanal e a utilização dos elencos para conciliar a recuperação física dos jogadores com o calendário de competições.
O Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo já negocia regras coletivas para tratar da aplicação das mudanças. O presidente da entidade, Rinaldo Martorelli, demonstra preocupação com a possibilidade de os clubes disputarem diferentes torneios com os mesmos jogadores sem garantir o descanso adequado. A discussão coloca em pauta um desafio para o futebol nacional: adaptar o calendário e a rotina de trabalho sem comprometer a preparação das equipes.
